Entre o material apreendido, está um processo administrativo disciplinar que o neurologista responde no Hospital Centenário. Conforme o titular da 1ª Delegacia de Polícia de São Leopoldo, Marco Antônio Duarte de Souza, que coordenou a operação, o médico cobrava procedimentos, consultas e exames tanto do SUS como das vítimas. Ele também desviava as pessoas do hospital para a clínica particular, dizendo que as cirurgias só poderiam ser feitas no local privado. Outra suspeita é de que o médico pedia dinheiro para passar pacientes na frente da fila de operações.
A investigação iniciou após várias pessoas denunciarem o médico à Polícia Civil. Ao menos três já prestaram depoimento. O inquérito será encerrado em dez dias e o neurologista deve responder pelos crimes de concussão (exigir dinheiro ou vantagem em razão do cargo ou função ocupada) e lesão corporal porque, segundo a polícia, o médico é suspeito de submeter pacientes a cirurgias sem necessidade.