Polícia

Médico que esqueceu gaze dentro do corpo de mulher vira réu por homicídio culposo em Parobé

Acusado também vai responder por falsidade ideológica

Mariane Rosa da Silva Aita morreu aos 39 anos
Mariane Rosa da Silva Aita morreu aos 39 anos Foto : Arquivo Pessoal / Reprodução / CP

A 2ª Vara Judicial da comarca de Parobé, no Vale do Paranhana, aceitou a denúncia do Ministério Público do RS (MPRS) e tornou réu um médico obstetra que teria deixado uma gaze dentro do corpo de uma mulher. Ele vai responder por homicídio culposo, sem intenção de matar, durante o exercício da profissão, e falsidade ideológica. A pedido da instituição, a Justiça também suspendeu o exercício da atividade cirúrgica do denunciado até o julgamento do processo, que ainda não tem data para ocorrer.

A vítima é Mariane Rosa da Silva Aita, de 39 anos, que deixou seis filhos, sendo um deles bebê, nascido em 12 de junho de 2023 . Dois dias após o parto, a mulher recebeu alta do hospital mas, em um intervalo de dois meses, procurou novo atendimento médico devido a dores abdominais. Ela foi internada e acabou morrendo, no dia 23 de agosto daquele ano.

De acordo com a promotora Sabrina Cabrera Batista Botelho, responsável pela denúncia, o médico que realizou a cirurgia de cesárea no dia do parto teria esquecido uma gaze no interior do corpo da paciente. A acusação sustenta que o material de 87 milímetros, que foi deixado na parte inferior do abdômen da mulher, gerou as complicações que resultaram na morte dela.

Ainda de acordo com a promotora a acusação de falsidade ideológica é porque o réu teria omitido no prontuário médico da paciente a localização e a retirada da gaze durante uma nova cirurgia.