O proprietário do sítio onde foi encontrada a droga, um homem de 61 anos, contou que recebia R$ 3 mil para armazenar o produto. Ele foi preso em flagrante por tráfico. Segundo a polícia, o homem tem antecedentes por homicídio. Segundo o delegado regional metropolitano, Leonel Carivali, 80% dos assassinatos na região tem relação com o comércio de drogas.
O preso disse que era a primeira vez que guardava maconha, mas a polícia investiga se a informação é verdadeira, já que ele e o dono do entorpecente apreendido se conhecem há três anos, quando o traficante, cujo nome não foi divulgado, cumpria pena no semiaberto. O delegado responsável pela apreensão, Marco Machado, da 1ª Delegacia de Polícia de Alvorada, adiantou que se trata de um morador de Canoas.
Machado contou que há três meses vinha investigando a chegada de um grande carregamento de drogas na região. Denúncias de moradores contribuíram para o sucesso da operação. A maconha teria chegado ao local na segunda-feira, vinda do Paraná.
Para o delegado Carivali, os traficantes usavam o depósito para armazenar e vender a droga a outros comerciantes de entorpecentes de Canoas, de Gravataí, de Cachoeirinha, de Viamão, de Alvorada e de Esteio. Como durante o monitoramento foi possível identificar várias pessoas entrando e saindo do sítio, presume-se que parte de toda a droga que chegou ao município já havia sido comercializada antes da chegada da polícia.
Na embalagem da maconha, há a imagem do cantor jamaicano Bob Marley. O selo, segundo a polícia, indica a origem do material, que será investigada. A droga apreendida será encaminhada ao Denarc, onde ficará armazenada até ser destruída.