Desde o dia em que o garoto teve o corpo encontrado, em uma cova em Frederico Westphalen, Graciele permanecia em uma cela isolada da Penitenciária Modulada de Ijuí, no Planalto Médio. O advogado de defesa dela, Vanderlei Pompeo de Mattos, reclamou da transferência e disse que pretende recorrer da decisão, na Justiça de Três Passos.
A penitenciária de Guaíba, na região Metropolitana, fica a cinco horas, de carro do centro de Santo Augusto, onde Pompeo de Mattos trabalha. O defensor deve sustentar ainda que o contato entre a cliente e a filha dela, de um ano e meio de idade, sob a guarda da irmã, vai ficar ainda mais dificultado. Entre o escritório do advogado e a Penitenciária de Ijuí, a viagem era de, no máximo, 40 minutos. Em Guaíba, segundo a Susepe, Graciele também deve ficar em uma cela isolada e separada da de Edelvânia. Também preso como suspeito da morte do garoto, o pai de Bernardo, Leandro Boldrini, foi transferido, também no início da semana, para a Penitenciária de Alta Segurança de Charqueadas (Pasc).
Durante a semana, a Polícia Civil (PC) de Três Passos, onde Bernardo vivia com a família, revelou que Graciele admitiu, ao depor, que pode ter matado o menino. Ela disse, segundo a investigação, que a morte foi acidental, por ingestão de medicamento. Também revelou ter administrado droga para acalmar o garoto. A suspeita é de que a dose possa ter matado a criança. Graciele ainda negou a participação do pai de Bernardo na morte do filho.
Laudo do Instituto Geral de Perícias encontrou no corpo do menino o medicamento Midazolam. A causa da morte, no entanto, ainda não foi esclarecida. Desde o início da investigação a polícia vem mantendo a suspeita de que o garoto tenha sido dopado e assassinado com uma injeção letal. O prazo para o inquérito ser finalizado termina em 13 de maio.