Com 23 anos de BM, o sargento Aristides Rogério dos Santos Nunes, de 46 anos, do 14º BPM, é oriundo de Santo Antônio das Missões. “Viemos para ajudar os colegas. Com nosso policiamento vamos tentar fazer um bom trabalho e conseguir até aprender alguma coisa com eles”, afirmou. Ele avaliou que a atuação na Capital é “totalmente diferente” e que o “policiamento ostensivo será maior” do que está acostumado. “Não assusta a cidade grande, pois estamos preparados para enfrentar qualquer situação. Estamos para aprender e ter experiência”, concluiu.
Já a soldado Elis Lorenzatto, de 32 anos, do 7º BPM, veio de Três Passos. Com dez anos de BM, ela também ressaltou a experiência que terá com a atuação em Porto Alegre, onde “o fluxo de pessoas e veículo é maior”. Confirmou que apesar de estar ansiosa para atuar no primeiro dia, a soldado confia no treinamento recebido que vai garantir a tranquilidade durante o trabalho. “O pessoal vai nos apoiar”, recordou, Ela acrescentou que espera passar uma sensação de segurança aos porto-alegrenses. “Vai ser experiência boa para todos”, reafirmou.
Os novos brigadianos foram enviados para vários pontos da cidade, como nos bairros Menino Deus e Moinhos de Vento. Comandante do 4º RPMon e agora responsável também pelo COP, o tenente coronel Carlos Alberto Selistre explicou que a atuação dessa tropa será nos locais mapeados pelo setor de inteligência com base nos maiores índices de criminalidade. A iniciativa se estenderá até o final deste ano. O tenente destacou que os praças ficarão 20 dias e os oficiais 30 dias na Capital, sendo substituídos por outros por igual período.
“Na volta para suas cidades, eles levarão a experiência”, afirmou, destacando o contato com uma realidade diferente, com “outro tipo de criminalidade”, além do treinamento recebido. Na avaliação dele, o policial militar retornará “diferente” para a sua comunidade.
Em um primeiro momento, lembrou o oficial, a atuação do COP será em dois turnos, sendo um das 10h às 18h e o outro das 16h às 24h. “Esses horários poderão ser flexibilizados”, observou.