Polícia

Mais da metade dos moradores da Capital se sentem inseguros

Pesquisa revela que gaúchos apontam combate ao tráfico como prioridade para o próximo governo

Mais da metade dos moradores de Porto Alegre (55%) afirmam não se sentir seguros. Este é o resultado de uma pesquisa feita pelo Instituto Methodus, que revela o medo das pessoas em andarem pelas ruas da Capital ou mesmo em suas residências. No Estado, o percentual cai para 46%. Os que se sentem seguros ficam em 18,5% na Capital e 30% no Rio Grande do Sul.

A pesquisa ouviu 2 mil pessoas, no mês de outubro, em 50 municípios gaúchos. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Ao serem questionados sobre já terem sido assaltados, roubados ou furtados, 56% dos porto-alegrenses dizem já ter sofrido esse tipo de violência. Na região Metropolitana esse número cai um pouco. Fica em 53%.

A prioridade para o novo governo na área da segurança pública é o combate ao tráfico de drogas. Esse item foi a opção de 31% dos entrevistados da pesquisa. Na opinião de 25,5%, é preciso que haja mais policiais militares nas ruas. Dos respondentes, 13% reivindicam mais programas de prevenção ao crime.

O titular do Comando de Policiamento da Capital (CPC), coronel Antero Batista Homem, considera estranho o percentual de porto-alegrenses que se dizem inseguros. O oficial ressaltou que o policiamento aumentou na Capital, tendo, inclusive, um salto de quantidade e qualidade.

Batista também apontou os índices de criminalidade, que têm baixado de mês para mês. Um deles, ressaltado pelo oficial, é o furto e roubo de veículos, que baixou muito. “Até outubro, efetuamos 1,5 mil prisões por tráfico de drogas e prendemos 1,1 mil foragidos em Porto Alegre”, disse o comandante do CPC. “São números que demonstram o nosso trabalho e, além disso, que o combate à criminalidade está sendo feito de maneira efetiva”, comentou Batista.

Em relação às aspirações dos entrevistados, Batista afirmou que elas estão de acordo com a linha de pensamento da Brigada. A instituição está combatendo de forma enfática o tráfico e o consumo de entorpecentes. O tráfico, comentou o coronel, é o principal agente de outros crimes. “Cerca de 70% de outros crimes, como o homicídio, têm relação com o tráfico”, disse. “São ocorrências por dívidas não pagas aos traficantes ou disputa por territórios.”

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