O Ministério Público e a Polícia Civil anunciaram, nesta segunda-feira, a continuidade do trabalho da força tarefa que pretende desafogar as delegacias de polícia de inquéritos que não têm viabilidade de investigação. O trabalho iniciado em 2007 e efetivado dois anos depois, resultou na análise e arquivamento pelo Judiciário de mais de 30 mil inquéritos. Na 2ª Delegacia de Polícia, foram analisados 32.617 procedimentos entre 2002 e 2007. Destes, após análise do MP e da polícia, apenas 82 continuam sendo investigados.
A maioria dos inquéritos, conforme os órgãos, se trata de crimes contra o patrimônio e sem violência. Com isto, a inviabilidade de investigação apenas abarrotaria as delegacias de polícia de papeladas e procedimentos que, de fato, não teriam nenhuma continuidade. No entanto, a promotora de Justiça Carmem Conti explica que a população não ficará sem assistência. “Os delitos têm de ser registrados, normalmente. Mesmo que o Judiciário venha a entender que o arquivamento de tal inquérito seja a solução mais certa, novos elementos podem fazer com a investigação seja retomada”, diz.
De acordo com o Chefe de Polícia, delegado João Paulo Martins, 1,7 milhão de inquéritos e Termos Circunstanciados estão acumulados em delegacias de polícia pelo Estado afora. “Muitos já prescreveram. Queremos focar o trabalho em investigações que tem viabilidade jurídica, inclusive”, destaca. Na 17ª DP, na rua Voluntários da Pátria, estão acumulados 69 mil inquéritos. A Força Tarefa já conseguiu fazer a análise de 9 mil, que foram encaminhados ao Judiciário, que pode decidir pelo arquivamento ou não das investigações sobre crimes como furtos e que não tiveram violência.
Mais de 30 mil inquéritos já foram arquivados depois de força tarefa
Trabalho foi iniciado em 2007