Polícia

Mais de 50 presos seguem retidos em DPs pela falta de vagas no sistema prisional

Conforme a Susepe, 81 presos foram transferidos na noite passada para diferentes presídios da região Metropolitana

Mais de 50 presos seguem retidos em DPs pela falta de vagas no sistema prisional
Mais de 50 presos seguem retidos em DPs pela falta de vagas no sistema prisional Foto : Alina Souza
Pelo menos 55 presos seguem retidos em delegacias de polícia da região Metropolitana em função da falta de vagas no sistema prisional. Conforme o balanço mais recente divulgado pela Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe), a carceragem da 2ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), em Porto Alegre, registra o maior número de presos – 18 -, seguida da 3ª DPPA, com 10. Conforme a Susepe, 81 presos foram transferidos ainda na noite passada para diferentes presídios da região Metropolitana.

• Superlotação em presídios e delegacias transforma viaturas policiais em celas improvisadas

A superlotação em DPs levou um preso a ficar sob custódia dentro de uma viatura da Brigada militar por cerca de 40 horas em frente à 3ª DPPA, entre quarta e sexta-feira. Preso por porte de arma na região da Vila Maria da Conceição, na zona Leste, ele alegou, pela manhã, ter ficado, inclusive, sem comer. Durante a tarde, o homem foi levado para a carceragem da unidade policial. Pela manhã, o total de presos em camburões chegou a cinco, em função da falta de vagas em presídios e unidades de Polícia.

Nessa sexta-feira, o secretário estadual da Segurança Pública, Cezar Schirmer, admitiu, em entrevista à Rádio Guaíba, que o sistema carcerário gaúcho está em colapso. Ele falou da gravidade do problema ao lamentar que o setor chegou ao fundo do poço. “Todo o sistema prisional está em colapso no Rio Grande do Sul. Isto não é novo, isso vem acontecendo e se agravando nos últimos 20 e 30 anos, mas agora nós chegamos ao fundo do poço”, reconheceu.

Em meio a falta de vagas em presídios, Schirmer foi categórico ao afirmar que os presos não podem ficar custodiados em viaturas, tampouco em carceragens da Polícia Civil. “Não é papel das delegacias de polícia se transformar em presídios. Isso é rigorosamente inaceitável”, admitiu.