O promotor do Ministério Público (MP) de Canoas, Amílcar Macedo, investiga mais quatro pessoas por envolvimento no esquema que levou à prisão o sargento da Casa Militar, César Rodrigues de Carvalho. Duas delas são policiais militares, um lotado em Porto Alegre e outro na Região Metropolitana. As outras duas são civis, sem vínculo a órgãos da polícia gaúcha. De acordo com o promotor, a intenção era prender todos de uma só vez, mas o sargento descobriu que estava sendo investigado, já conhecia as pessoas que iriam depor contra ele e começou a atrapalhar as ações do setor de Inteligência do MP.
O promotor Amílcar Macedo informou que o sargento acessava mais de mil vezes por mês dados secretos de policiais e políticos. Segundo ele, o diretório estadual do PT, assim como os veículos da sigla e mesmo as informações sigilosas das contas do partido, teria sido visto por Rodrigues, nome de guerra do preso. Também foram violados os dados de um ex-ministro e de um senador.
Nessa sexta, a Casa Militar informou, em nota, que abriu inquérito policial militar para investigar o caso. O sargento está detido preventivamente no presídio militar junto ao Batalhão de Operações Especiais da BM. Ele deve ser ouvido pelo MP na próxima semana.
Mais dois PMs são investigados por acesso a dados sigilosos de políticos
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