Polícia

Mais pessoas podem ser denunciadas pelo assassinato de Becker

Promotora pediu à Delegacia de Homicídios que ouça mais três depoimentos

Mais pessoas podem ser denunciadas pelo assassinato do vice-presidente do Cremers, o oftalmologista Marco Antônio Becker, dependendo do resultado de outros depoimentos que serão ouvidos pela Delegacia de Homicídios (DH). A promotora pediu à DH que ouça mais três pessoas, suspeitas de estarem de alguma forma envolvidas no assassinato do médico, em um prazo de 30 dias.

A promotora contou já ter conversado com o delegado de Homicídios, Rodrigo Bozzetto, na semana passada, sobre este trio, que não envolve somente homens. Lúcia, ressaltou, no entanto, que este pedido não significa um resultado positivo, pois não é certo, entre outras coisas, que estas pessoas serão encontradas. "Dependendo do que for apurado, mais pessoas podem ser denunciadas, sim", afirmou a promotora. "Temos que buscar descobrir o máximo de pessoas que de alguma forma contribuíram para a morte de Becker", disse.

Na tarde de segunda-feira, Lúcia entregou o inquérito na 1ª Vara do Júri de Porto Alegre, no Foro Central, denunciando 12 pessoas. No documento, oito pessoas foram denunciadas por homicídio e formação de quadrilha, três a mais do que foram indiciados pela Polícia Civil, além de outras quatro por envolvimento indireto no crime. A promotora também pediu o fim do sigilo de Justiça. A manifestação da juíza Elaine Maria Canto da Fonseca deve sair até o final do mês.

Os indiciados pela Polícia Civil - seis ao todo, mas cinco com envolvimento direto no assassinato -, são um traficante, que encontra-se foragido, os dois homens que tripulavam a moto Falcon na noite do homicídio e que são suspeitos de integrar a gangue do traficante. O carona da moto está preso na Pasc, e seria ele a pessoa que desferiu os tiros em Becker, e o condutor da Falcon, detido no Presídio Central. Também um ex-funcionário de Bayard, que teria trocado torpedos com o traficante. Estes cinco também foram denunciados pela promotora com mais três nomes, que não serão revelados até a juíza levantar o sigilo. Quanto ao sexto indiciado, a promotora disse ter pedido a arquivamento da acusação, que seria por falso testemunho.

Lúcia descartou o envolvimento de policiais no crime. No entanto, logo após o assassinato, foi aventada a hipótese de que um soldado, lotado no serviço reservado do 9º BPM, poderia estar envolvido. Este policial militar, segundo acreditam alguns policiais que participaram do início das investigações, estaria de posse da pistola .40, até hoje não encontrada. O soldado, inclusive, já responderia a Inquérito Policial Militar (IPM) por vazar informações na internet sobre colegas que responderiam processos. Até o momento, não se sabe se o PM foi ou não investigado e se estaria realmente envolvido no caso. O outro seria também um PM aposentado, que residiria na região Metropolitana.