Polícia

Mais um suspeito na Operação Concutare é libertado do Presídio Central

Quatro depoimentos na Polícia Federal foram marcados para hoje

Um segundo suspeito investigado pela Polícia Federal (PF) na Operação Concutare foi libertado, na noite dessa terça-feira, após prestar depoimento. O primeiro a ganhar a liberdade foi um servidor da Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam), que estava desde segunda-feira na PF.

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Com as duas liberdades concedidas, são agora 16 suspeitos de integrar um esquema de liberação de licenças ambientais mantidos no Presídio Central, em Porto Alegre. Nessa manhã, o diretor do Presídio Central, tenente-coronel Rogério Maciel, afirmou à Rádio Guaíba que a rotina dos presos na operação é igual a dos demais. Desde segunda-feira, eles estão em uma galeria habitada por 41 pessoas com curso superior.

O diretor garantiu ainda que os detidos passaram por todos os procedimentos legais da casa e que não estão recebendo tratamento especial, ganhando no ingresso um colchão novo, cobertor, kit de higiene e de alimentação.

Tarso confirma afastamento na Fepam


Nesta quarta-feira, o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, concedeu entrevista coletiva em Israle e falou sobre a Operação Concutare. Ele confirmou que a presidente da Fepam, Gabriele Gottlieb, foi afastada do cargo depois que seu nome consta entre os investigados da ofensiva da PF. "Ela (Gabriele) está sendo investigada e para nós isso é o bastante para um afastamento. Claro que isso não significa que ela seja culpada, até porque isso será determinado pelas autoridades", disse.

Prisões

Nessa segunda-feira, a Polícia Federal prendeu 18 pessoas temporariamente - a detenção dura cinco dias, podendo ser prorrogada por mais cinco. Foram presos seis empresários, seis despachantes e seis servidores públicos. Após cerca de dez meses de investigação, a PF identificou diversas quadrilhas que atuavam na aceleração da liberação de licenças ambientais no Estado.

Uma rede de corrupção aliciava funcionários públicos para que requisitos legais fossem desconsiderados. Os setores de construção civil e mineração foram alguns dos segmentos beneficiados com as fraudes. A PF apreendeu R$ 468 mil, 44 mil dólares e 5.280 euros - o equivalente a mais de meio milhão de reais.

O superintendente da PF no Estado, Sandro Luciano Caron de Moraes, convocou peritos ambientais de todo o País para avaliar documentos e analisar supostos danos ambientais, especialmente em função da instalação de empreendimentos imobiliários em Porto Alegre e no Litoral Norte.






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