Mais uma adolescente deu entrada no hospital Arcanjo São Miguel de Gramado, na Serra, com suspeita de tentativa de suicídio neste domingo. A jovem de 13 anos teria ingerido alta quantidade de medicamentos antidepressivos. A garota é vizinha da adolescente que cometeu suicídio em Gramado e estuda na mesma escola. O titular da Delegacia de Polícia de Gramado, Gustavo Barcellos, disse que vai investigar o suposto envolvimento dela no pacto de suicídio.
A Polícia Civil confirmou na quinta-feira que ocorreu um pacto de suicídio entre adolescentes de Gramado e Canela, na Serra. O delegado Barcellos não soube precisar, no entanto, a quantidade de jovens envolvidos nem as motivações.
Barcellos informou que as duas adolescentes que cometeram suícidio - nos dias 23 e 26 de setembro - se conheciam, inclusive, já haviam trabalhado juntas em um evento. Uma delas, de 14 anos, estudava na Escola Estadual Ramos Pacheco, em Gramado. Um dia antes da sua morte, cinco alunos da turma da oitava série - quatro meninas e um menino - teriam ingerido medicamentos de uso controlado.
Os remédios teriam sido levados à sala de aula por uma menina que faz tratamento contra a depressão. Alguns colegas relataram o fato à direção da escola que, imediatamente, chamou os pais dos adolescentes. Segundo a diretora Ângela Becker, os pais decidiram, na reunião, que os filhos não iriam para a escola no dia seguinte: data em que ocorreu a segunda morte.
Entenda o caso
Duas jovens cometeram suicídio e outras três foram hospitalizadas com autolesões nos pulsos. A primeira morte ocorreu em 23 de setembro, em Canela, e a segunda, no dia 26, em Gramado. Outras duas meninas foram hospitalizadas nessa quarta-feira. Uma foi internada no Hospital Arcanjo São Miguel, em Gramado, e outra, no Hospital de Caridade de Canela. As adolescentes são mantidas sob acompanhamento médico e psicológico.
Serviço
O Centro de Valorização da Vida (CVV) presta serviços de apoio emocional a pessoas que precisem conversar sobre angústias, solidão, sofrimento ou que pensem em suicídio. De acordo com o CVV, o serviço é voluntário, gratuito, anônimo, confidencial, e, segundo a CVV, sem julgamentos. O telefone para contato é 141 ou (51) 3065-4111.