Mais uma delegada foi afastado do caso Bruno Fernandes após a divulgação de um vídeo exibido na TV Globo em que o goleiro diz desconfiar que o amigo Luiz Henrique Romão, conhecido como Macarrão, estaria envolvido no sumiço de Eliza Samudio. No fim desta tarde, Ana Maria Santos, da Delegacia de Homicídios de Contagem (MG), também deixou o caso. A decisão foi anunciada horas depois do anúncio de que Alessandra Wilke, que presidia o inquérito, estava afastada.
O delegado Edson Moreira, chefe do Departamento de Investigação, passar a presidir o inquérito. A decisão foi anunciada pelo chefe da Policia Civil de Minas Gerais, Marco Antonio Monteiro.
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No vídeo, gravado durante a viagem do jogador a Belo Horizonte, onde se encontra preso, Bruno afirma desconfiar que Macarrão estaria envolvido no caso. O goleiro afirmou que "hoje, com todos os fatos que tem, é difícil acreditar nele". E acrescentou: "Pelo que estou vendo, tudo em volta, tudo que está acontecendo, estou chocado". As imagens não serão consideradas, segundo o advogado Ércio Quaresma, pois "foram obtidas de forma ilegal".
Mais uma vez, Bruno e Macarrão permaneceram em silêncio durante interrogatório
Macarrão e Bruno foram levados nesta segunda-feira da penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, para o Departamento de Investigação, onde permaneceram até quase 21h. Mais uma vez, a orientação dos advogados era que eles não respondessem nenhuma pergunta. Apontada como amante do jogador e também investigada no inquérito, Fernanda Gomes Castro chegou à capital mineira no sábado e deverá ser ouvida na terça-feira. Em vários depoimentos, Fernanda é citada.
Em depoimento prestado na última sexta-feira, Dayanne Souza, mulher do goleiro Bruno Fernandes, afirmou que viu Eliza Samudio no sítio do goleiro, em Esmeraldas (MG), no dia 7 e no dia 10 de junho, segundo informou hoje o promotor Gustavo Fantini, do Ministério Público Estadual (MPE).
A afirmação de Dayanne, que constituiu uma nova defesa, pode mudar o rumo das investigações, já que a policia trabalha na hipótese de Eliza ter sido assassinada no dia 9. Dayanne disse ainda que o próprio Bruno, no dia 10, entregou o bebê - suposto filho do jogador com a jovem - para ela alegando que precisava voltar ao Rio e em seguida viajar.
Segundo o MPE, Dayanne resolveu prestar depoimento antes de falar em juízo após conversar com familiares. Com o argumento de que não tem participação no desaparecimento e possível morte da ex-amante do marido, ela resolveu se pronunciar e também contratou outro escritório de advocacia, dispensando Ércio Quaresma - que defende Bruno e outros cinco suspeitos. Conforme Walquer Azevedo, um dos novos advogados de Dayanne, a mudança foi necessária por conflito de interesses.
"A partir deste momento (em que trocou os advogados), ela teve orientações da defesa respeitando sua vontade. E qual é a vontade dela? Falar, até onde sabe", disse. Quaresma disse que irá tentar retomar a defesa da ex-cliente, que, segundo ele, teria sido coagida pelo delegado Edson Moreira a contratar nova defesa.
O advogado também denunciou hoje que seu cliente, o Macarrão, foi agredido com um tapa no peito no interior do Departamento de Investigação. Segundo ele, além do tapa, Macarrão foi jogado no chão. Quaresma disse que seu cliente foi agredido pelo delegado Julio Wilke, quando perguntado se queria trocar de advogado. A assessoria da Polícia Civil negou a acusação.
Mais uma delegada é afastada do Caso Bruno após divulgação de vídeo
Assim como a colega Alessandra Wilke, Ana Maria Santos não participará mais das investigações