No chamado, o grupo pede àqueles que estavam presentes que prestem depoimentos sobre o ocorrido. “Levem suas vozes, levem câmeras, dêem seus depoimentos e vamos editar um vídeo relatando o que aconteceu”, diz a mensagem. “A grande mídia gaúcha ... (tentou) abafar e modificar o que realmente se passou (...) uma tentativa de incutir na população a ideia de que éramos um bando de baderneiros agressivos e sem propósito algum de estar lá. Mentira!”
Ontem, manifestantes ligados ao movimento derrubaram o tatu-bola – boneco símbolo da Copa do Mundo – que estava exposto no Largo Glênio Peres para divulgação do campeonato mundial de seleções. Durante o protesto, policiais militares revidaram usando cassetetes, bombas de efeito moral e balas de borracha para acabar com o tumulto, que durou aproximadamente 20 minutos. Na quarta-feira, o mesmo grupo realizou um protesto contra o cercamento do auditório Araújo Viana, cujo espaço é administrado pela Opus Promoções.
A Polícia Civil instaurou inquérito para investigar o confronto. De acordo com o titular da 17ª Delegacia da Capital, Hilton Müller Rodrigues, dois crimes serão apurados: lesão corporal e dano ao patrimônio público.
Em nota oficial, a prefeitura de Porto Alegre diz lamentar o episódio de vandalismo. Após a exposição no Largo Glênio Peres, o boneco de sete metros fabricado na Itália seria levado a outros pontos da cidade, onde permaneceria até 25 de novembro, quando receberá o nome oficial. A Secretaria Extraordinária da Copa (Secopa) vai pedir a recuperação ou a colocação de um novo tatu-bola em Porto Alegre. O pedido será encaminhado pelo titular da Secopa, Urbano Schmitt, aos patrocinadores do mundial de futebol.