A Comissão de Direitos Humanos e Segurança da Câmara de Vereadores de Porto Alegre apresentou nesta quarta-feira o Mapa da Violência na Capital, trazendo um comparativo sobre as principais infrações e grupos envolvidos nos crimes. E o diagnóstico não é positivo para a maioria das áreas avaliadas. Segundo o presidente da Comissão, vereador Alberto Kopittke (PT), entre os principais indicadores, somente a violência contra a mulher teve queda.
No período avaliado, de 2012 a 2013, os femicídios tiveram redução de 11% e os estupros caíram 14%. No total, em 2013, 156 mulheres foram estupradas na Capital. Kopittke estima que isso se deve ao investimento na ação conjunta das forças do estado, passando pelas patrulhas Maria da Penha, Delegacias da Mulher e a Sala Lilás, local específico para o atendimento das vítimas.
Os indicadores negativos, porém, foram vários. Em 2013, cresceu o número de adolescentes infratores ingressando na Fase tanto pela primeira vez (10,5%), quanto em número absoluto (7,5%). Os adolescentes também aumentaram participação em homicídios, indicador que subiu 34% no período. Um maior número de adolescentes também foi vítima de agressões (+10%), chegando a quase 7 mil no último ano.
Os índices são ainda piores quando se trata da população negra da Capital. Entre 2012 e 2013 foi registrado um aumento de 158,7% em homicídios de pessoas negras, o que representa quase três vezes mais que o percentual de casos tendo brancos como vítimas. Com relação aos idosos, também não há o que comemorar. Cresceu em 373% o número de denúncias de maus tratos a idosos em Porto Alegre, de 2012 para 2013.
Para reverter esses índices, o vereador Alberto Kopittke defende apostar no que deu certo com relação ao combate da violência à mulher, a integração das forças de segurança.
Mapa da Violência de Porto Alegre mostra índices negativos na maioria das avaliações
Melhora ocorreu apenas em relação à segurança das mulheres<br />