Conforme o delegado Farias, o crime pode ter origem passional. “A motivação ainda não está clara. O marido imputou a prática criminosa a outro homem que já está morto. Mas nós já temos vários indicativos que apontam que ele tinha ciúmes dela e acabou praticando esse crime”, ponderou. O delegado espera concluir o inquérito policial na semana que vem e encaminhá-lo à Justiça.
O crime chocou os moradores do município do Vale do Caí. Nessa madrugada, o corpo da jovem foi encontrado escondido sob o piso de uma residência nos fundos da casa da mãe de Marcelo André Petry, 37 anos, marido de Márcia. Ele admitiu participação na ocultação, mas negou ser o autor do assassinato. Depois de três anos de investigação e após receber uma denúncia anônima, a polícia montou uma operação nessa sexta-feira, ocasião em que Petry apontou a fossa séptica desativada, a dois metros de profundidade, onde o cadáver foi descartado.
O corpo estava enrolado em um cobertor e envolvido com cordas. Além disso, foram derramados cinco sacos de cal sobre o corpo, com objetivo de despistar provas que pudessem surgir ao longo da decomposição. “Como o local era úmido, a presença desse cal acabou mumificando o corpo, que está praticamente intacto”, disse o delegado. Na época do crime, o casal tinha um filho de um ano.
Para a polícia, a vítima foi morta na casa em que o casal vivia. O marido chegou a registrar uma ocorrência informando o desaparecimento da jovem. Ele disse que suspeitava que Márcia havia fugido para Santa Catarina, de onde, inclusive, teria recebido telefonemas dela. Conforme os investigadores, as ligações eram do homem apontado por Petry como suposto autor do crime, mas o suspeito morreu um ano após o desaparecimento da vítima.