"Já tivemos casos de pessoas que não tiraram (máscara) e foram presas pelo crime de desobediência e assim continuaremos procedendo”, garantiu. A diferença é que, a partir de agora, conforme o secretário, as prisões serão sistemáticas.
Michels explicou que o grupo de mascarados já foi identificado pela cúpula da Segurança Pública e soma cerca de 200 pessoas. De acordo com o secretário, a medida não foi adotada de início porque a BM corria o risco de ser tachada como autoritária pela opinião pública. Com o passar do tempo, justificou, as autoridades descobriram que o grupo que depreda é sempre o mesmo, o que explica uma medida mais contundente.
Michels disse, ainda, que não é preciso alterar a legislação, como no Estado do Rio de Janeiro, para começar a prender o grupo pelo crime de desobediência. “O sistema legal brasileiro já determina que a autoridade policial não permita que as pessoas de forma anônima, portanto máscara, façam manifestações", afirmou.
Na quinta-feira, manifestantes encapuzados quebraram agências do Banco do Brasil e Itaú. Além disso, pedras foram atiradas contra a Catedral Metropolitana e o Museu Júlio de Castilhos. Ambos tiveram vidraças quebradas. Também foi depredado parte dos vidros da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), na avenida Borges de Medeiros.
O protesto foi convocado pelo Bloco de Luta pelo Transporte Público no Facebook. Segundo a página do grupo na rede social, o ato era para lembrar os 1.000 dias do governo Tarso Genro, classificado pelo movimento como “um governo de conciliação de classe, que ataca os direitos dos trabalhadores”.