Polícia

Mascarados deverão se identificar em protestos

Secretário Airton Michels afirmou que não há necessidade de alteração na lei

Protesto da quinta-feira teve atos de vandalismo
Protesto da quinta-feira teve atos de vandalismo Foto : Samuel Maciel
O secretário de Segurança do Rio Grande do Sul, Airton Michels, anunciou nesta sexta-feira que a Brigada Militar (BM) passará a tomar medidas mais rígidas para dar fim aos atos de vandalismo durante as manifestações em Porto Alegre. A principal delas será a orientação para a BM prender manifestantes que estiverem mascarados e que não quiserem se identificar em meio a protestos de rua.

"Já tivemos casos de pessoas que não tiraram (máscara) e foram presas pelo crime de desobediência e assim continuaremos procedendo”, garantiu. A diferença é que, a partir de agora, conforme o secretário, as prisões serão sistemáticas.

Michels explicou que o grupo de mascarados já foi identificado pela cúpula da Segurança Pública e soma cerca de 200 pessoas. De acordo com o secretário, a medida não foi adotada de início porque a BM corria o risco de ser tachada como autoritária pela opinião pública. Com o passar do tempo, justificou, as autoridades descobriram que o grupo que depreda é sempre o mesmo, o que explica uma medida mais contundente.

Michels disse, ainda, que não é preciso alterar a legislação, como no Estado do Rio de Janeiro, para começar a prender o grupo pelo crime de desobediência. “O sistema legal brasileiro já determina que a autoridade policial não permita que as pessoas de forma anônima, portanto máscara, façam manifestações", afirmou.

Na quinta-feira, manifestantes encapuzados quebraram agências do Banco do Brasil e Itaú. Além disso, pedras foram atiradas contra a Catedral Metropolitana e o Museu Júlio de Castilhos. Ambos tiveram vidraças quebradas. Também foi depredado parte dos vidros da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE), na avenida Borges de Medeiros.

O protesto foi convocado pelo Bloco de Luta pelo Transporte Público no Facebook. Segundo a página do grupo na rede social, o ato era para lembrar os 1.000 dias do governo Tarso Genro, classificado pelo movimento como “um governo de conciliação de classe, que ataca os direitos dos trabalhadores”.

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