Polícia

Medo da comunidade antecipa sepultamento de ex-prefeito morto em Gramado dos Loureiros

Durante o velório, criminosos roubaram uma caminhonete

O sepultamento do ex-prefeito de Gramado dos Loureiros e assessor do Palácio Piratini, Alivino Machado, foi antecipado em pouco mais de meia hora, na tarde desta sexta-feira. O pedido foi da família devido ao medo da comunidade, segundo o prefeito Antônio João Ceresoli. Nesta manhã, durante o velório do político, os suspeitos do assalto a banco que culminou com a morte de Machado furtaram uma caminhonete Silverado, próximo ao local em que ocorria a cerimônia. Na ocasião, houve troca de tiros com a Brigada Militar.

Outro confronto ocorreu mais cedo, por volta das 12h, quando dois homens foram localizados no município de Alto Alegre, distante cerca de três quilômetros de Gramado dos Loureiros, tentando furtar um veículo. Avisada por moradores da região, a Brigada Militar se deslocou até a cidade e houve tiroteio. Os suspeitos fugiram para um matagal.

O ex-prefeito morreu na tarde passada, no hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo, um dia depois de ser baleado na cabeça durante assalto a um posto do Banrisul do município. O servidor da secretaria municipal de obras, Valdecir Alves Batista, também foi assassinado durante o ataque.

Até o momento, três suspeitos de participação no crime foram presos. Eles são indígenas e um deles é secretário municipal do índio e irmão do vice-prefeito da cidade. A regional gaúcha da Fundação Nacional do Índio (Funai) garante estar acompanhando o caso e não teme por desentendimento maior entre a comunidade e o grupo indígena devido à repercussão causada na região depois das prisões.

Para o administrador regional, Adir Reginato, as supostas participações do trio não indicam que toda a comunidade concorde com a atitude dos presos. Ele disse que não há oposição dos indígenas ao trabalho da polícia.