*Com informações do repórter Eduardo Paganella
A quadrilha desarticulada na megaoperação realizada nesta quarta-feira em Porto Alegre para combater o tráfico de drogas e a guerra de facções teria relação com uma série de decapitações na zona Norte da Capital. Essa informação foi detalhada pelo chefe da Polícia Civil, delegado Emerson Wendt, após entrevista coletiva dos responsáveis pela ofensiva "Imortal" que terminou com 18 pessoas presas.
"Fizemos uma atividade de inteligência e encontramos uma liderança específica, responsável por determinar as execuções. Notamos que o perfil dos homicídios começou a mudar com essas decapitações e iniciamos investigações dos casos em sigilo. Além disso, fizemos um trabalho forte em relação ao narcotráfico e descobrimos que cada pessoa tinha uma função específica dentro da facção", explicou Wendt.
Wendt revelou que a operação só foi deflagrada a partir do encaminhamento do líder da facção para um presídio federal. "A investigação transcorreu no período de um ano, em que dois policiais trabalharam e coletaram informações suficientes para a realização da ofensiva. Essa liderança foi presa no Paraguai e depois expulsa de lá e, por isso, trabalhamos no retorno dela e montamos um dossiê para que pudesse seguir para uma penitenciária federal. Felizmente, isso aconteceu nessa terça e nós tivemos a chance de deflagrar a operação. Os homicídios passavam por essa liderança", reiterou o chefe da Polícia Civil.
A ofensiva cumpriu mandados judiciais nos bairros Mário Quintana e Rubem Berta, áreas consideradas conflagradas e palcos de diversos homicídios e disputas por pontos de comércio de entorpecentes. Foram cumpridas 95 ordens judiciais, sendo sete mandados coletivos, em cerca de 300 casas na zona Norte da Capital. Durante a ofensiva, os policiais apreenderam pés de maconha e uma espingarda calibre 12.
Megaoperação desarticula quadrilha envolvida em decapitações em Porto Alegre
Dezoito pessoas foram presas no combate ao tráfico de drogas e guerra de facções