A advogada do policial militar da reserva José Renato Hardoff de Mello, Eliana Matté, negou que seu cliente seja dono da empresa de segurança Reação. Ele é apontado pelo Ministério Público como suspeito de mandar assassinar o ex-secretário, Eliseu Santos. Segundo ela, Mello não teria, portanto, motivação para o crime, já que não teria prejuízos com o encerramento de contrato com a Secretaria Municipal da Saúde. Eliana concedeu entrevista ao vivo à Rádio Guaíba, na manhã desta quarta-feira.
Eliana disse que ele era um procurador administrativo da empresa e que foi convidado para trabalhar na empresa em função da experiência em sua profissão.
Segundo o MP, Mello teria ligado para um policial civil para dizer que tinha um álibi para o crime. De acordo com a advogada, ele não citou a ligação. “Ele não é um informante como está sendo tratado.”
Eliana afirmou que Eliseu Pompeu Gomes não trabalhou na Reação ou como segurança de Mello. “Temos como provar”, disse.
Sobre a ligação que Mello teria com o chefe de investigação da Delegacia de Homicídios, Pedro Diniz – já que sua ex-mulher é casada com o policial –, a advogada ressaltou que afasta totalmente a possibilidade de que Diniz tenha ocultado algo a respeito de Mello. “Já viu ex-marido se dar bem com atual?”
Mello não é proprietário da Reação, segundo advogada
Policial Militar da reserva foi denunciado por participação na morte de Eliseu Santos