O delegado afirma que não poderia ter encaminhado o computador de Marciele Freitas Pinheiro para análise porque a mãe não deu continuidade ao registro da ocorrência. Segundo ele, não é possível afirmar que o fato tenha relação com a morte. Ainda assim, o computador será periciado na próxima semana, para identificar o autor das mensagens e a possível relevância para a investigação sobre o homicídio.
Faturi vai definir uma linha de investigação para apurar o caso a partir de relatos de testemunhas, mas acredita que o autor do crime era conhecido de Marciele. “Tudo nos leva a crer que ela conhecia o agressor. Temos que apurar com cautela para podermos definir a linha de investigação e saber quem foi o autor e a motivação”, esclareceu.
Marciele costumava utilizar um atalho para encurtar o caminho até a escola, passando por um corredor próximo à BR 471, no bairro Boa Vista. Na quinta-feira pela manhã, ela saiu de casa e não foi mais vista. Durante todo o dia a família procurou pela menina, sem sucesso. Por volta das 21h, o irmão refez o caminho pela qual ela costumava ir à aula e encontrou a jovem em um matagal próximo ao corredor.
A jovem apresentava diversas marcas de facada na região do peito e pescoço. Não havia sinais de violência sexual, segundo o delegado. A estudante da 7ª série estava vestida e junto com ela estava a mochila com o material escolar. Apenas o celular da menina não foi localizado.