Polícia

Menina morta em Rio Pardo recebeu ameaças pela internet

Mensagens foram enviadas há oito meses e mãe chegou a fazer registro policial

Marciele Freitas Pinheiro foi morta a facadas
Marciele Freitas Pinheiro foi morta a facadas Foto : Igor Müller / Portal Gaz / CP
A menina de 12 anos que foi morta a facadas na quinta-feira em Rio Pardo havia sido ameaçada há oito meses pela internet. Conforme a Polícia Civil, a mãe chegou a fazer um registro policial quando a menina recebeu as mensagens. O delegado Anderson Faturi conta que solicitou à mulher cópias dos textos para verificar o endereço do destinatário. Ela, porém, não retornou à delegacia. Faturi imaginou que as ameaças tinham cessado.

O delegado afirma que não poderia ter encaminhado o computador de Marciele Freitas Pinheiro para análise porque a mãe não deu continuidade ao registro da ocorrência. Segundo ele, não é possível afirmar que o fato tenha relação com a morte. Ainda assim, o computador será periciado na próxima semana, para identificar o autor das mensagens e a possível relevância para a investigação sobre o homicídio.

Faturi vai definir uma linha de investigação para apurar o caso a partir de relatos de testemunhas, mas acredita que o autor do crime era conhecido de Marciele. “Tudo nos leva a crer que ela conhecia o agressor. Temos que apurar com cautela para podermos definir a linha de investigação e saber quem foi o autor e a motivação”, esclareceu.

Marciele costumava utilizar um atalho para encurtar o caminho até a escola, passando por um corredor próximo à BR 471, no bairro Boa Vista. Na quinta-feira pela manhã, ela saiu de casa e não foi mais vista. Durante todo o dia a família procurou pela menina, sem sucesso. Por volta das 21h, o irmão refez o caminho pela qual ela costumava ir à aula e encontrou a jovem em um matagal próximo ao corredor.

A jovem apresentava diversas marcas de facada na região do peito e pescoço. Não havia sinais de violência sexual, segundo o delegado. A estudante da 7ª série estava vestida e junto com ela estava a mochila com o material escolar. Apenas o celular da menina não foi localizado.

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