O delegado já havia adiantado ontem à Rádio Guaíba que indiciaria a mulher e que a tese de que ela colocou raticida no almoço foi confirmada por testemunhas. Os advogados da merendeira, que é considerada foragida, já entraram com três pedidos de habeas corpus, que tramitam na Justiça Estadual.
Caso
Alunos, funcionários e professores da Escola de Ensino Fundamental Pacheco Prates foram levados para pronto atendimentos da região no dia 4 de agosto, depois que uma professora desconfiou de grânulos de cor rosa na comida servida durante o almoço, um estrogonofe. Algumas pessoas reclamaram de mal-estar, dores de cabeça e barriga.
A titular da Delegacia de Polícia Volante, delegada Clarissa Demartini, informou que foram encontrados pequenos sacos contendo veneno de rato e uma tesoura na cozinha da instituição. Depois foi confirmado que a substância é o raticida Nitrosin.
Segundo o setor de pediatria do Pronto Atendimento da Lomba do Pinheiro, o produto pode alterar a coagulação do sangue, gerando sangramentos de diversos níveis de gravidade.