A PC vai solicitar ao Instituto Geral de Perícias (IGP) que realize teste de DNA no feto. Isso porque o metalúrgico disse ter matado a mulher quando Tamires de Paula Selau, de 24 anos, revelou que o filho não era dele. O delegado reforçou que essa foi a versão do investigado. O exame, conforme o policial, vai ser importante para que os jurados tenham conhecimento da verdade.
Por serem crimes dolosos (com intenção) contra a vida, homicídio e aborto são julgados pelo tribunal do júri. Antes de ser submetido ao julgamento popular, o metalúrgico ainda precisa ser denunciado pelo Ministério Público e da concordância do judiciário, etapas posteriores ao inquérito policial.
O delegado explicou que o fato de o bebê não ter nascido impede a responsabilização do metalúrgico por duplo homicídio, assim como qualquer tipo de agravante na pena, pelo crime ter sido cometido contra um descendente.
Conforme a Brigada Militar, vizinhos acionaram a polícia após ouvirem gritos vindos da casa do casal, na rua Itaqui, no bairro Parque da Matriz. Ao chegarem ao local, os policiais surpreenderam Evandro atacando Tamires. Ela recebeu um golpe na cabeça e outro no pescoço. Tamires chegou a ser encaminhada ao Hospital Padre Jeremias, onde ainda houve uma tentativa de induzir o parto para salvar o bebê, mas ele também não resistiu.