Acompanhado pelo Ministro da Defesa, Nelson Jobim, o governador agradeceu o apoio do governo federal na operação. "Quero deixar o meu muito obrigado a todos os policiais e membros do ministério da defesa, que estão nos apoiando nessa tarefa de retomada do estado de direito", disse Cabral.
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"A lei e a ordem são conquistas básicas para que os direitos da sociedade sejam plenamente alcançados. Se não tivermos esse direito, todas as políticas, inclusive esses investimentos do governo federal e estadual, não são válidas. Se nós não conseguirmos levar definitivamente a paz àquela região e à toda a comunidade do Rio de Janeiro, a operação será incompleta", disse o governador, referindo-se ao Complexo do Alemão e entornos.
Usando uma frase comum ao presidente Lula, Cabral garantiu que está sendo investido um volume de recursos "jamais visto na história desse país” em habitação, escolas, saneamento básico, lazer e especialmente em segurança no Rio de Janeiro. "Mas esse é um trabalho de médio e longo prazo. Não há mágica, a reconquista de territórios e a reconquista da paz. É 90% de transpiração e 10% de inspiração.”
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, declarou que a presença dele no Rio de Janeiro é "um dever, uma obrigação junto aos estados federados". Cabral solicitou apoio logístico para a operação de combate ao táfico no Rio de Janeiro, autorizado pelo ministro. "Mas depois o senhor governador entendeu que a operação requeria um apoio maior, com o emprego de efetivo do exército. E isso foi feito."
Segundo Jobim, a ação se transformou numa operação de garantia da lei e da ordem. "Cabia ao governo federal suprir eventuais deficiência de efetivo. Foram designados 800 militares, um batalhão, praticamente, para proteger o peímetro onde a polícia atua." Com relação a possíveis discussões sobre o comando da operação, Jobim foi enfático. "Não há discussão sobre comandos. É uma operação única, com comando do governo estadual. Definida pelo governo estadual a área estratégica, cabe ao governo federal dar o apoio para o que o governo estadual achar necessário."
O ministro afirmou que a situação da capital fluminense mostra uma mudança de paradigma no que diz respeito às relações entre ministério da Defesa e Estados, e entre forças militares do governo federal e civis do governo estadual. "Agora ficou claro que a definição dos objetivos estratégicos é definida pela polícia civil, com atuação de colaboração estratégica e operacional das Forças Armadas."