Michels também analisou os números de segurança pública apontados pelo estudo. Segundo ele, o acréscimo de 3,93% no número de homicídios dolosos não é verídico, já que os dados da secretaria apontam para uma redução de 16 mortes, resultado que não é para ser comemorado por não ser significativo, segundo o político. O secretário, também neste quesito, desconhece os critérios utilizados pelos estudiosos.
Ainda segundo o levantamento, o número de crimes contra a liberdade sexual passou de 3.373 em 2010 para 3.831 no ano passado. Os dados apresentam um acréscimo de 13,5%. Com o crescimento, a taxa de estupros por 100 mil habitantes foi elevada de 31,5 para 35,7. A quantidade de casos, porém, pode ser ainda maior, já que os dados informados no anuário correspondem ao volume de ocorrências policiais registradas e não necessariamente refletem o número de vítimas envolvidas.
Segundo o secretário Michels, os dados são possíveis. No entanto, lembrou que estão sendo implementadas diversas políticas em defesa das mulheres. Conforme o político, a medida que as mulheres observarem que o governo acolhe as queixas, elas irão procurar as instituições policiais para denunciar os crimes. Salientou que essa política pode encorajar as mulheres a denunciar.
O secretário ainda cobrou que os estudiosos tivessem desconfiado dos números. Segundo ele, teria que ter acontecido demissões para que o índice de 28,42% de queda no orçamento fosse atingido. Considerando todas as unidades federativas do Brasil, o Rio Grande do Sul, de acordo com o levantamento, é o que menos investe em segurança pública. Na outra ponta, está Minas Gerais, com 13,6%. A despesa per capita também é uma das menores do país, sendo a que mais caiu de 2010 para 2011, dentre os estados conforme o estudo.