"Eu desafio qualquer pessoa a ver qualquer indicativo, mínimo, que os inquéritos realizados pela nossa Polícia Civil tenham caráter político. Não houve recolhimento de nenhum livro em nenhuma residência. Essa informação é descabida. Dei uma olhada na prova até então produzida e verifiquei que não há nada de política", argumentou Michels.
No dia 1º de outubro, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em sedes de organizações consideradas anarquistas e residências de líderes do Bloco de Luta, um do PSol e outro do PSTU, na Capital. Além de computadores e textos, os jovens afirmaram que livros foram apreendidos.
“Estão tentando transformar militantes em formadores de quadrilha levando livros de estudo e documentos de várias pessoas do movimento. Isso lembra a ditadura. Já que não conseguem atender às reivindicações, estão criminalizando”, disse na ocasião Matheus Gomes, estudante e militante do PSTU.
Os ativistas são investigados pelas forças de segurança por suséita formação de quadrilha. Ambos, entretanto, garantem que não participaram de qualquer ato ilícito e que a polícia está cumprindo papel político de criminalização de movimentos sociais.