Deco foi preso na última quarta-feira durante a operação Blecaute, desencadeada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público do Rio de Janeiro, sob suspeita de chefiar o grupo que controlava 13 comunidades das zonas norte e oeste do Rio.
De acordo com o promotor Décio Alonso, do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público, os representantes de cada comunidade se encontravam e decidiam, em reuniões mensais, se as pessoas iriam ficar marcadas para morrer ou não, uma espécie de tribunal do crime.
"As pessoas escolhidas eram aquelas que não se enquadravam nas regras definidas pelos criminosos, pessoas que não concordavam com o pagamento de taxas, usuários de drogas, traficantes, entre outros. Não sabemos quantas exatamente, mas sabemos que pessoas foram mortas. A milícia faz isso para intimidar, para servir de exemplo", disse o promotor.
O promotor citou o exemplo de um policial militar ligado à milícia que foi morto porque arrecadou uma quantia em dinheiro de serviços explorados em determinada comunidade e não repassou o total para a cúpula da milícia. "Ele e um homem que diziam ser namorado dele foram executados. Tiveram as mãos amarradas, foram amordaçados, sofreram enforcamento e acabaram mortos a tiros. Há inquérito relatado sobre esse caso."
As informações são do portal R7