O ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, comentou nesta quinta-feira o caso da adolescente de 13 anos estuprada em Florianópolis. A suspeita é de que dois jovens de 14 anos estejam por trás do crime, ocorrido em 14 de maio.
Barreto, disse que, apesar de os envolvidos pertencerem a famílias influentes, o crime não vai terminar impune. “Nesse caso, a polícia de Santa Catarina está trabalhando, o Ministério da Justiça está acompanhando, e a justiça tem que ser feita sem qualquer tipo de impunidade”, disse o ministro.
Segundo a denúncia, a menina foi até o apartamento de um deles e, após ingerir bebidas alcoólicas, perdeu a consciência e foi levada para um quarto, onde ocorreu o estupro. No dia seguinte, a vítima foi encaminhada ao hospital. Os médicos identificaram ferimentos no pescoço e nos órgãos genitais.
O estupro causou comoção nacional após os jovens envolvidos divulgarem o ato por meio de redes sociais da Internet. Um dos suspeitos é filho de um delegado de Polícia e o outro, filho de um empresário de comunicação.
Advogado teme que suspeitos saiam do País
O advogado da jovem, Francisco Ferreira, disse na quarta-feira estar cobrando da Polícia Civil catarinense a medida de contenção para os suspeitos. Ele teme que os jovens saiam do País, pois pertencem a famílias de classe média-alta. A medida de contenção equivale à prisão provisória, aplicada a maiores de idade.
Ministro da Justiça garante que estupro de menor em SC não termina impune
Filhos de um delegado e de um empresário de comunicação, suspeitos continuam em liberdade