Polícia

Ministro pede rigor em investigação sobre morte de agente da PF em Brasília

Wilton Tapajós Macedo foi assassinado com dois tiros na cabeça

Policiais periciam o local onde o agente federal Wilton Tapajós Macedo foi assassinado com dois tiros, no Cemitério Campo da Esperança, na tentativa de localizar projéteis disparados contra o policial e pistas que ajudem nas investigações
Policiais periciam o local onde o agente federal Wilton Tapajós Macedo foi assassinado com dois tiros, no Cemitério Campo da Esperança, na tentativa de localizar projéteis disparados contra o policial e pistas que ajudem nas investigações Foto : Antonio Cruz / Sgência Brasil / CP
O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, disse nesta quarta que pediu à Polícia Federal (PF) rigor na apuração do assassinato do agente Wilton Tapajós Macedo, ocorrido ontem. Cardozo disse que antes da apuração dos fatos é precipitado relacionar o crime à participação do agente em operações da PF.

Wilton Tapajós atuou na Operação Monte Carlo que investigou um esquema de jogos ilegais em Goiás, comandado pelo empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, preso em Brasília desde fevereiro.

“Não vou afirmar nem que há indícios nem que não há (da relação do crime e com a participação do agente em operações) porque qualquer afirmação neste momento seria absolutamente leviana. Estamos tentando elucidar esse assassinato”, disse. “Vamos aprofundar as investigações e, a partir do que for apurado, tomar as providências”, completou o ministro após participar de evento no Ministério da Justiça.

O agente da Polícia Federal Wilton Tapajós Macedo foi morto com dois tiros na cabeça na tarde dessa terça, no Cemitério Campo da Esperança, em Brasília, quando visitada o túmulo dos pais. A Polícia Civil fez uma perícia no local nesta manhã.

A Federação Nacional dos Policiais Federais divulgou nota em que lamenta a morte do agente e diz acreditar que as investigações conduzidas pela Polícia Civil do Distrito Federal e pela Polícia Federal apontarão os responsáveis pelo crime. Na nota, a federação também avalia que neste momento é precipitado indicar o que possa ter motivado o assassinato.


Bookmark and Share