Carlos Eugênio Azevedo Gonçalves, pai do adolescente assassinado, relatou que o ato ajudou a amenizar o sentimento pela perda. “O Guigo (apelido de Rodrigo) a gente não vai trazer de volta. Essa é uma dor que vai ficar sempre comigo, com a mãe dele, com as irmãs, com todos os amigos. Ficando com esses jovens, eu tento me confortar pegando um pouco mais do meu filho”, disse Gonçalves, que é coordenador do setor administrativo de Comunicação Social e Cultura da Assembleia.
Ato começou em parque onde ocorreu crime, semana passada | Foto: Mauro Schaefer
A concentração foi realizada no ponto onde ocorreu o assalto. Depois, com um carro com som, o grande grupo andou ao redor da praça. A amiga de infância Giulia Specht, de 19 anos, uma das organizadoras do ato, conta que o grupo de amigos agora está com medo de frequentar a praça que sempre usaram, desde crianças. “O parque é nossa segunda casa e o Guigo unia todo mundo. Perdemos um elo muito grande no nosso grupo, ele era querido por todo mundo”, afirmou. O ato contou com a participação de pessoas de outros bairros.