Colegas do agente penitenciário Vagner Cardoso Gerhardt acreditam que o assassinato dele pode ter sido ordenado de dentro de um presídio. O servidor da Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe) foi morto com dois tiros há quase dois meses, na zona Norte de Porto Alegre.
O presidente do sindicato da categoria (Amapergs/Sindicato), Luiz Fernando Rocha, recordou que Gerhardt trabalhou algum tempo em Taquara, inclusive identificando alguns homens que já haviam cumprido pena. Isso poderia ter irritado alguns detentos. O agente penitenciário estava lotado, atualmente, na Penitenciária Modulada de Osório (PMO). "Da maneira como ele foi assassinado, pode ter sido uma encomenda", comentou.
O agente penitenciário, de 29 anos, trafegava pela avenida Baltazar de Oliveira Garcia, no bairro Rubem Berta, quando foi abordado pelos executores. Os criminosos estavam em uma moto e, segundo foi apurado pela Polícia, usavam capacetes. Não se sabe se a vítima esboçou alguma reação, mas foi alvejada com, pelo menos, dois tiros, possivelmente desferidos pelo carona da moto. Os assassinos fugiram e até o momento não foram identificados pela Delegacia de Homicídios.
Gerhardt não foi o primeiro servidor da Susepe a sofrer um atentado em Porto Alegre. Em junho do ano passado, o agente Willian Mansur Tachous de Souza, de 39 anos, também foi atingido por dois tiros. O crime ocorreu perto de 22h, na rua Adão Baino, no bairro Cristo Redentor, onde o agente estava. Ele foi levado às pressas para o Hospital Cristo Redentor e conseguiu sobreviver.
Morte de agente teria sido ordenada de dentro de um presídio
Vagner Cardoso Gerhardt foi morto com dois tiros há quase dois meses, em Porto Alegre