A morte do presidente da Associação de Moradores da Vila Chocolatão, em Porto Alegre, Léo Antônio Genovêncio Maciel, pode ter sido encomendada de dentro do sistema prisional. A hipótese está sendo cogitada pelo delegado responsável pelas investigações.
O titular da Delegacia de Homicídios do DEIC, Rodrigo Bozzetto, lembrou que os dois traficantes responsáveis pela disputa de pontos de venda de drogas no local estão presos. Os líderes das quadrilhas Di Canto e Bom Bom protagonizaram uma série de mortes e ameaças na vila e estariam vendo de dentro das cadeias gaúchas seus interesses sendo contrariados.
Familiares da vítima foram encaminhados ao Programa Estadual de Proteção, Auxílio e Assistência a Testemunhas Ameaçadas (PROTEGE). Bozzetto admite dificuldade de receber informações de moradores sobre o crime, porque as pessoas têm medo de represálias de criminosos. Para o delegado, a morte tem relação com o tráfico de drogas.
Léo Antônio Genovêncio Maciel, 57 anos, foi executado em um galpão de reciclagem da comunidade, na segunda-feira. Dois homens armados com pistolas invadiram o local anunciando assalto. A vítima foi atingida com cinco tiros.
A Vila Chocolatão é vizinha das sedes da Receita, Justiça e Tribunal federais, do Centro Administrativo do Estado e da Câmara de Vereadores de Porto Alegre.
Morte de líder da Vila Chocolatão pode ter sido encomendada de dentro do sistema prisional
Familiares da vítima foram encaminhados à programa de proteção de testemunhas