Nesta sexta-feira, dia 4 de dezembro, completa um ano do assassinato do vice-presidente do Cremers, oftalmologista Marco Antônio Becker, sem que a Polícia tenha provas concretas de mandante e executores. Becker foi morto na noite de 4 de dezembro, quase em frente a uma restaurante, na Ramiro Barcelos, no bairro Floresta, em Porto Alegre. A vítima foi executada com quatro tiros, quando estava em seu carro, um Gol. Os assassinos fugiram em uma moto Falcon, de cor preta.
Nesta quinta-feira, a polícia deu a entender que deve remeter o inquérito ainda este mês. Nele, um colega de profissão de Becker, um andrologista será indiciado, mesmo que não haja provas concretas de que este seja o mandante do homicídio. Como executores, a lista de suspeitos e, também dos que podem ser indiciados, vai de um foragido de Justiça, que teria feito consultas com o suspeito de ser o mandante, até dois policiais militares, com condutas duvidosas.
Até hoje, a arma do crime, uma pistola .40, não foi encontrada. Quanto à moto, que por coincidência o foragido tem uma igual, há uma contradição entre Brigada Militar e Polícia Civil. Os policiais militares afirmam ter apreendido uma Falcon, semelhante a que teria sido usada no assassinato. A Polícia, por sua vez, nega com veemência o encontro deste veículo.
Assassinatos de difícil solução não são raros no Rio Grande do Sul. Em 28 de agosto deste ano, dois homens em uma motocicleta mataram o agente penitenciário Vagner Cardoso Gerhardt, 29 anos. A vítima foi atingida por pelo menos dois tiros quando trafegava de carro pela avenida Baltazar de Oliveira Garcia, no bairro Rubem Berta, zona Norte da Capital. O assassinos fugiram. Até hoje a Delegacia de Homicídios não descobriu os autores do crime. Também o caso do médico homeopata, que foi acusado de ter matado a amante e o filho, ocorrido em 2005, em Porto Alegre. Os corpos das vítimas jamais forma encontrados.
O crime mais emblemático é sem dúvida o caso de José Antônio Daudt, ocorrido há 20 anos, e nunca foi descoberto o criminoso. O crime prescreveu o ano passado.
Morte de Marco Antônio Becker completa um ano sem solução
Polícia ainda não tem provas concretas sobre assassino do ex-vice-presidente do Cremers