Polícia

Morte de professor em Frederico Westphalen foi planejada por ex-aluna

Mandante encomendou crime a um tio que cumpria pena no semi-aberto

A Polícia Civil de Frederico Westphalen, no Norte gaúcho, concluiu o inquérito sobre a morte de um professor, ocorrida em março, no município, e apontou motivação passional para o crime. Segundo o delegado Alicildo José dos Passos, uma ex-aluna mandou um tio assassinar o professor Adílson Cupchinski e simular crime de latrocínio, caracterizado por roubo seguido de morte.

O autor, de 48 anos, que segundo a polícia usou uma saída temporária do regime semi-aberto do presídio local para cometer o crime, confessou o assassinato. O delegado explicou que a mulher, de 29 anos, grávida na época, encomendou a morte do professor porque ele se negou a assumir o filho.

A polícia confirmou que a mandante forneceu a arma ao executor e o levou até a casa da vítima, na noite combinada. O tio disse ao delegado que matou o professor enquanto ele dormia, roubou um notebook e dinheiro para simular o latrocínio. A mulher foi indiciada por homicídio duplamente qualificado, e o autor, pelo mesmo crime, e ainda por furto qualificado. Os dois indiciados tiveram a prisão preventiva solicitada à Justiça.


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