Polícia

MP começa a analisar documentos e escutas apreendidos em Operação Cartola

Além de servidores, prefeitos também serão investigados por envolvimento em fraudes<br />

O Ministério Público (MP) começou a analisar, nesta segunda-feira, documentos e escutas recolhidos durante a operação Cartola, deflagrada na semana passada, para identificar servidores envolvidos com o suposto superfaturamento de contratos em oito prefeituras. As gravações telefônicas, autorizadas pela Justiça, podem ajudar a comprovar a existência de um esquema que teria lesado em R$ 30 milhões os municípios investigados.

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“É um inquérito bastante intenso e os investigados ainda não foram inquiridos”, disse a promotora criminal do MP de Alvorada Rita Conte Soeiro de Souza. “A ligação que se verificou foi que a mesma empresa, a PPG, prestava serviços, não somente para Alvorada, mas para as outras prefeituras onde foram cumpridos os mandados”, completou.

A próxima fase da análise do MP vai esmiuçar provas que possam mostrar envolvimento de prefeitos com a fraude. A operação foi resultado de 10 meses de investigação de empresas que financiariam campanhas eleitorais em troca de favorecimentos políticos e vantagens em licitações. De acordo com a Polícia Civil, a PPG teria envolvimento com o crime e tinha contrato com as prefeituras de Osório, Tramandaí, Viamão, São Sebastião do Caí, Cachoeirinha, Canela, Parobé e Alvorada.

O estabelecimento terceirizava os serviços e superfaturava os contratos, sempre com as mesmas fornecedoras. Segundo a investigação, essas empresas recebiam pelos serviços ou não executavam o previsto no contrato, pagando propina a funcionários municipais para manter o esquema.

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