Após sete anos de investigação, o Ministério Público comprovou que bebês estavam sendo vendidos em Farroupilha, na Serra. A promotora de Justiça Cláudia Formolo Balbinot confirmou a transação de dois recém nascidos por mães usuárias de drogas.“Casais inférteis negociam com as mulheres, que vendem as crianças para comprar crack”, revela a promotora. Nos dois casos em que bebês foram comercializados por valores que variaram de R$ 1 mil a R$ 2 mil, a Justiça manteve a guarda com os pais adotivos, devido ao vínculo que as crianças formaram com eles..
Depois de receber outra denúncia anônima, a promotoria começou a investigar, há cinco meses, outras sete mulheres grávidas que moram em três casas de prostituição no bairro Lomba do Sabão, no município. As prostitutas engravidaram no segundo semestre, quando acertaram a venda das crianças para casais da região serrana. Após comprovar a denúncia, o Ministério Público conseguiu que a Justiça tirasse a guarda das crianças, que foram colocadas em abrigos da cidade. Dos sete bebês, três já estão em processo de adoção. “Cada criança seria negociada a R$ 1 mil”, disse Balbinot.
De acordo com o Ministério Público, em um dos casos foi identificada a intermediação de um advogado, contratado pelo casal interessado na adoção irregular. O Ministério Público pretende fazer uma operação nas boates onde foram identificas as mães usuárias de crack. Por determinação judicial, as mulheres, entre 20 e 30 anos, foram internadas em clínicas de reabilitação.
MP comprova que bebês eram vendidos por crack na Serra gaúcha
Sete mulheres perderam a guarda dos filhos, após investigação