Polícia

MP conclui investigação sobre a morte de Eliseu Santos

Foram incluídos outros três nomes na lista de denunciados que já contava com oito

O Ministério Público (MP) concluiu a investigação complementar sobre o assassinato do ex-secretário da Saúde da Capital Eliseu Santos, segundo o promotor Eugênio Paes Amorim. Outros três nomes foram acrescidos à lista de denunciados pela morte: o do presidente municipal do PTB, José Carlos Brack, o do ex-funcionário da empresa Reação Jonatan Pompeu Gomes e o do ex-cargo de confiança do PTB Cássio Abreu. A primeira Vara do Júri deve aceitar ou não as novas denúncias nesta sexta-feira. Outras oito pessoas já haviam sido denunciadas pelo MP.

O órgão teve acesso a uma carta que revelava que Brack teria uma sala ao lado do escritório de Eliseu Santos onde teria montado uma espécie de secretaria paralela para desenvolver negócios relacionados ao desvio de dinheiro no partido. O documento afirmaria ainda que Brack "agia de maneira dissimulada" na secretaria e em uma propriedade rural na zona Sul de Porto Alegre.

Assassinato

Para o Ministério Público, Eliseu Santos foi assassinado em razão divergências quanto a um suposto esquema de propina, cujo dinheiro seria arrecadado pela empresa de vigilância Reação. O ex-secretário, de 63 anos, foi morto a tiros quando entrava em seu veículo após deixar um culto religioso, acompanhado da mulher e da filha.

Segundo testemunhas, ele foi abordado por um grupo de criminosos em um Vectra preto. Santos estava armado e trocou tiros com os bandidos. No documento recebido pelo MP, a suposta testemunha relata que o ex-secretário sabia que seria vítima de um atentado alguns dias antes do crime.

Ontem o PTB divulgou uma nota sobre as denúncias que envolvem o presidente municipal do partido. Confira a íntegra:

A Executiva Estadual do PTB, a respeito das notícias divulgadas pela imprensa no dia de hoje, envolvendo a figura do presidente da Executiva Municipal do Partido, José Carlos Brack, vem a público reiterar seu respeito pelas instâncias partidárias, como também por instituições como o Ministério Público, a Polícia Civil e o Poder Judiciário.

Contudo, o Partido, como instituição, acompanhará com atenção a manifestação do titular da primeira Vara do Júri da Capital, a quem compete a responsabilidade sobre o processo.

A partir de então tomaremos as medidas cabíveis a respeito do caso.
Porto Alegre, 20 de Maio de 2010.