O Ministério Público será contra a lista de testemunhas indicadas pela defesa do goleiro do Flamengo Bruno Fernandes de Souza - entre elas Eliza Samudio - em processo que apura a responsabilidade do atleta no sequestro e lesão corporal contra a jovem, em outubro de 2009, no Rio de Janeiro. "É, no mínimo, falta de sensibilidade constar no rol de testemunhas o nome da Eliza. Vou contestar esta e as demais indicações de jogadores que não estão no Brasil. Vejo na defesa uma tentativa de atrasar o processo", disse o promotor Eduardo Paes.
Além de Eliza, considerada morta pela Polícia Civil de Minas Gerais, o advogado Ércio Quaresma indicou como testemunhas o diretor e a presidente do Flamengo, Zico e Patrícia Amorim, e os atacantes Adriano e Vágner Love. Além de Bruno, o amigo do goleiro Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, também foi denunciado no processo.
Em depoimento à Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (Deam), de Jacarepaguá, à época, Eliza afirmou que o jogador a agrediu e tentou fazê-la abortar o filho que estava esperando, que seria de Bruno, forçando-a a engolir 10 comprimidos, que seria de um abortivo. A denúncia da tentativa de aborto não foi comprovada em exame toxicológico, concluído mês passado, após dez meses parado no Instituto Médico Legal (IML).
MP contestará testemunhas pedidas por defesa de Bruno
Zico, Patrícia Amorim e os atacantes Adriano e Vágner Love constam da lista