Investigações apuraram que o policial, preso há 11 dias, acessava ilegalmente o Sistema de Consultas Integradas da Secretaria de Segurança. O advogado de Carvalho, Adriano dos Santos Pereira, confirmou a proximidade do seu cliente com repórteres do jornal Zero Hora. "Realmente, o Rodrigues tinha intimidade com o pessoal da RBS", disse em entrevista concedida no seu escritório, no Centro de Porto Alegre.
Segundo o advogado, pelo menos um repórter do jornal Zero Hora, do Grupo RBS, encomendou consultas ao sargento. O objetivo seria levantar dados de suspeitos, que estavam sendo investigados pela polícia, principalmente durante os casos dos assassinatos de Marco Antônio Becker e de Eliseu Santos.
A relação entre o sargento e repórteres do Grupo RBS também foi confirmada por um policial militar (PM) com trânsito no Piratini. Ele lembra dos pedidos de investigação, feitos por telefone. O PM, no entanto, salientou que os dados solicitados eram sobre suspeitos de crimes. Em relação à imprensa, segundo o PM, é difícil saber quantos pedidos e quem os fez, pois o que ficou gravado no sistema é a senha do sargento.