De acordo com a denúncia encaminhada à Justiça, Genoir planejou o crime para ficar com o dinheiro das apólices de seguros de vida assinadas por Ketlin em que ele era o beneficiário. A investigação apurou, ainda, que ele só reconheceu a paternidade da filha judicialmente. O crime também ocorreu, segundo o promotor, por vingança contra a mãe da vítima, já que havia conflito acerca do pagamento dos R$ 470 mensais da pensão alimentícia.
Ketlin foi morta na Linha 4 Dourado, em Gaurama. Genoir foi até a casa dela, em Erechim, e partiu com a filha em direção a Gaurama. Durante o caminho, sob pretexto de atalhar a distância, o vigilante entrou em uma via secundária, onde Jair esperava, armado. Genoir parou o veículo, pedindo para Ketlin checar se havia um pneu furado. A vítima obedeceu e, neste momento, Jair disparou duas vezes. A arma travou e, segundo o relato do atirador à polícia, Genoir desceu do veículo, tomou o revólver e atingiu mais quatro tiros na filha.