Polícia

MP denuncia quatro por homicídio de mulher em cemitério na região Central do RS

Crime ocorreu no cemitério da Colônia Antão Faria, no interior de Formigueiro, no dia 10 de fevereiro

Mulher foi torturada e morta durante ritual em cemitério
Mulher foi torturada e morta durante ritual em cemitério Foto : Fernando Ramos/ Formigueiro REAL

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) denunciou quatro pessoas pelo assassinato de uma mulher de 58 anos, na cidade de Formigueiro, na região Central do RS. Ela foi morta durante um ritual feito em um cemitério. O caso ocorreu no último dia 10 de fevereiro.

Foram denunciados três homens e uma mulher, por homicídio qualificado. A acusação diz que as qualificadoras do crime são motivo torpe, emprego de asfixia, mediante tortura, praticado à traição e com recurso que dificultou a defesa da vítima.

O promotor Fernando Mello Müller, autor da denúncia, também solicitou uma indenização de R$ 300 mil para a família dela. “O crime praticado pelos quatro réus foi estarrecedor, com requintes de crueldade extrema, brutalidade dificilmente vista. Foi um delito que provocou grande repercussão e comoção social, não só em Formigueiro, mas também nas demais cidades da região e em todo o RS. Portanto, o MPRS apresentou o caso ao Poder Judiciário, por meio da denúncia e aguarda a tramitação judicial até final do julgamento e condenação pelo Tribunal do Júri”, disse.

De acordo com a Polícia Civil, a mulher foi torturada e morta no cemitério da Colônia Antão Faria, no interior de Formigueiro. Os investigados atuariam como líderes religiosos. A prisão deles ocorreu após a Brigada Militar abordar um veículo tripulado pelo grupo, que transportava o corpo da vítima.

A investigação apontou que marido e filho da vítima a convenceram participar do ritual. Na DP de Formigueiro, eles disseram que, há mais de 20 anos, a mulher estava possuída por duas entidades malignas. A ideia do culto seria exorcizar os males para fora do corpo dela.

Ainda segundo o relato dos parentes, durante a cerimônia de exorcismo, a mulher teria sido agredida fisicamente com socos, tapas e chutes na cabeça, além de ter sido golpeada com varas em diversas partes do corpo. Em seguida, a cabeça dela teria sido esmurrada contra o chão repetidas vezes. Por fim, ela teria sido amarrada em uma cruz no cemitério.

Os familiares da vítima não foram presos nem são investigados. Todos os suspeitos permanecem presos preventivamente desde o dia do crime.