O Ministério Público gaúcho denunciou as cinco pessoas que, para a Polícia Civil, teriam matado a anglicana Ilza Lima Duarte, 77 anos, em fevereiro de 2008. O promotor da 2ª Vara do Júri da Capital não quis detalhar o caso, alegando que o procedimento ainda está sob sigilo. Silvio Munhoz adiantou, no entanto, que o entendimento do MP foi o mesmo da Polícia Civil: trata-se de um crime triplamente qualificado. Foram denunciados um professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), 48 anos; a mulher dele, 48; o auxiliar de serviços gerais do prédio em que morava a aposentada, no Centro de Porto Alegre, 32 anos; e a esposa dele, de 30; além do porteiro do edifício, de 36 anos.
A motivação do crime seria econômica. A vítima, segundo a investigação, havia prometido um dos cinco imóveis que possuia aos casais. Já o executor, que para a polícia teria sido o porteiro, receberia R$ 500 pelo assassinato. A anglicana, que foi ex-secretária de escola, teria sido induzida a fazer uma declaração de próprio punho informando a doação meses antes do crime.
Além do homicídio triplamente qualificado, o grupo foi indiciado por fraude processual, por ter alterado a cena do crime. Os executores posicionaram a mulher na cama para dar a impressão de que ela teria morrido dormindo e de causas naturais, explicou a delegada responsável pelo caso, Vanessa Pitrez. Também houve pressa para se desfazer do corpo, mas o crematório contratado não aceitou realizar o serviço sem o atestado de óbito, conforme a investigação.
MP denuncia suspeitos da morte de anglicana no Centro de Porto Alegre
Ilza Lima Duarte, 77 anos, foi assassinada em fevereiro de 2008