Polícia

MP denunciará presidente municipal do PTB no Caso Eliseu

Ex-secretário da Saúde da Capital foi assassinado em fevereiro

O Ministério Público deve enviar à Justiça, nos próximos dias, a investigação complementar sobre a morte do ex-secretário da Saúde da Capital Eliseu Santos, em 26 de fevereiro. Segundo a promotoria, dois nomes devem ser acrescidos à lista de denunciados - o do irmão de um dos acusados e o do presidente municipal do PTB, José Carlos Brack.

O MP teve acesso a uma carta que revelava que Brack teria uma sala ao lado do escritório de Eliseu Santos onde teria montado uma espécie de secretaria paralela para desenvolver negócios relacionados ao desvio de dinheiro no partido. O documento afirmaria ainda que Brack "agia de maneira dissimulada" na secretaria e em uma propriedade rural na zona Sul de Porto Alegre. 
 
Assassinato

Para o Ministério Público, Eliseu Santos foi assassinado por divergências quanto a um suposto esquema de propina, cujo dinheiro seria arrecadado pela empresa de vigilância Reação. O ex-secretário, de 63 anos, foi morto a tiros quando entrava em seu veículo após deixar um culto religioso, acompanhado da mulher e da filha.

Segundo testemunhas, ele foi abordado por um grupo de criminosos em um Vectra preto. Santos estava armado e trocou tiros com os bandidos. No documento recebido pelo MP, a suposta testemunha relata que o ex-secretário saberia que sofreria um atentado alguns dias antes do crime.