O Ministério Público devolveu para a Polícia Civil o inquérito que apura a morte do torcedor do Novo Hamburgo, Maicon Doglas de Lima, em 2 de fevereiro, em São Leopoldo. Respondendo pela 1º Promotoria Criminal de São Leopoldo, o promotor Sérgio Luís Rodrigues, diz que o inquérito carece de três perícias “imprescindíveis” para a análise do caso. “Eu não tenho como oferecer denúncia sem as provas periciais”, reforçou.
De acordo com o promotor, falta o laudo da necropsia, indispensável para o exame do fato, e laudos dos estojos de projéteis, um deles localizado no local do crime e outro entregue pela Brigada Militar. “É um absurdo que 30 dias depois do crime, o Instituto-Geral de Perícias (IGP) ainda não tenha remetido os laudos à Policia Civil. Eu sei que o IGP trabalha com carência de material e pessoal, mas estamos tratando de uma vida”, disse Rodrigues. "Somente depois que o inquérito for complementado, é que eu vou analisar."
O inquérito, concluído na semana passada, indiciou nove policiais militares. Quatro estão presos no Presídio Militar do Batalhão de Polícia de Guarda, em Porto Alegre.
O torcedor foi morto durante uma confusão entre as torcidas do Aimoré e do Novo Hamburgo, após o jogo entre os times, pelo Gauchão. O adolescente foi alvejado com dois tiros nas costas e, segundo apontou a investigação, os disparos partiram da arma de um dos policias militares.
MP devolve inquérito que apura morte de torcedor por falta de provas
Inquérito foi concluído na semana passada e indiciou nove policias militares