O MP-RJ também interpôs na Vara de Execuções Penais um recurso de agravo em execução penal para tentar reverter a decisão que concedeu o benefício de liberdade condicional. O argumento da entidade é de que o ex-banqueiro não poderia usufruir desse direito sem antes haver reparado o dano que gerou à União.
Cacciola deixou o Complexo Penitenciário de Bangu, na zona oeste do Rio, hoje às 17h30min, depois de ter obtido a liberdade condicional no último dia 23.
Gestão fraudulenta
Cacciola foi preso sob a acusação de ter cometido gestão fraudulenta no Banco Marka. Juntamente com o banco FonteCindam, o Marka sofreu grandes prejuízos com a desvalorização do real ante o dólar em 1999 e recorreu ao Banco Central (BC). A operação de socorro do BC aos dois bancos, no valor de R$ 1,5 bilhão, foi considerada irregular pela Justiça.
Por isso, Cacciola e outros réus foram condenados por gestão fraudulenta e peculato (desvio de dinheiro público). O ex-banqueiro ítalo-brasileiro chegou a ser preso provisoriamente, mas, depois de conseguir um habeas corpus do Supremo Tribunal Federal (STF), fugiu do Brasil para a Itália.
Em 2007, Cacciola foi preso no Principado de Mônaco e, posteriormente, extraditado para o Brasil. Além do ex-banqueiro já ter cumprido quatro anos de pena, a Justiça diminuiu a pena de 13 anos em dois anos e meio.