Polícia

MP gaúcho pede que Justiça suspenda construção de presídios em caráter emergencial

Nesta quarta, Pleno do TCE deve julgar cautelar suspendendo os contratos

A Promotoria de Justiça de Defesa do Patrimônio Público ajuizou, nesta terça-feira, uma ação civil pública com pedido de liminar para que a Justiça suspenda a contratação de serviços, em caráter emergencial e sem licitação, para a construção de 11 novas casas prisionais pelo governo gaúcho.

O MP sustenta ser inadequado que as prisões possam estar concluídas no prazo legal de 180 dias consecutivos de vigência de um decreto de situação de emergência publicado em 7 de outubro de 2008, já expirado.

Auditorias do Tribunal de Contas do Estado (TCE) verificaram que o Estado sequer dispõe de servidores aptos a permitir o funcionamento dos presídios em prazo tão curto e que não há prova de que as licenças ambientais para as obras foram obtidas.

O MP esclarece, ainda, que o pedido de liminar foi encaminhado ao Judiciário e em nada interfere na medida cautelar concedida pelo conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Cezar Miola, suspendendo as contratações emergenciais, que vai ser votada pelo Pleno da Corte, nesta quarta-feira.

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