Polícia

MP ouvirá Palácio Piratini antes de encaminhar denúncia contra sargento

Homem suspeito de espionagem e extorsão é interrogado em Canoas

O promotor de Justiça de Canoas Amilcar Macedo prorrogará o encaminhamento da denúncia ao Judiciário sobre o suposto caso de espionagem de um sargento lotado na Casa Militar, porque pretende ouvir oficiais e assessores do Palácio Piratini. O objetivo é esclarecer envolvimento de integrantes do governo do Estado.

O sargento César Rodrigues de Carvalho presta novo depoimento, nesta quarta-feira, no Ministério Público (MP) de Canoas. Ele deve falar sobre as suspeitas de acesso indevido ao Sistema de Consultas Integradas da Secretaria da Segurança Pública e sobre as denúncias de que ele extorquia cerca de R$ 40 mil, por mês, de empresários canoenses para que casas de bingo funcionassem clandestinamente.

O advogado do policial, Adriano Pereira, vai apresentar ao promotor de Justiça um processo no qual o cliente sofreu tentativa de suborno, mas não teria aceito. "Em 2006, o sargento participou de operação policial em Canoas em que um preso, suspeito de ser assaltante de bancos, ofereceu R$ 45 mil para ser liberado. Com isso, quero provar que meu cliente sempre foi uma pessoa honesta", disse.

A defesa aguarda o julgamento do pedido de habeas corpus. O advogado Adriano Pereira solicitou novamente ao promotor Macedo parecer favorável à revogação da prisão preventiva do policial, que está preso na carceragem do Batalhão de Operações Especiais (BOE) desde o dia 3 de setembro.

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