Os quatro promotores que provocaram a reviravolta no caso da morte de Eliseu Santos pediram, nesta sexta-feira, à Polícia Federal (PF), acesso ao inquérito que apurou suposto desvio de mais de R$ 10 milhões da Secretaria Municipal de Saúde. O objetivo é verificar se existe a possibilidade de associar o assassinato do ex-secretário às fraudes identificadas pela PF nos contratos entre o Instituto Sollus e o Programa Saúde da Família (PSF). Um ofício do Ministério Público Estadual (MPE) chegou às mãos do superintendente da Polícia Federal no Estado, delegado Ildo Gasparetto, mas como o caso está sob segredo de Justiça, o poder Judiciário terá que autorizar a liberação das provas.
Gasparetto nega que, por enquanto, indícios apontem relação entre o caso Sollus e a morte de Eliseu. "Ele inclusive prestou depoimento um dia antes de ser morto sobre os contratos do PSF, mas não 'entregou' ninguém que pudesse matá-lo", opinou. Contudo ao ser perguntado pela reportagem sobre a possibilidade de um crime político, o delegado foi incisivo: "Nada está descartado e por isso estamos atentos".
Nos próximos dias, o superintendente da PF se reunirá com o diretor do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic), delegado Ranolfo Vieira Júnior, para tratar do caso. A PF só ingressará na investigação se for comprovada a existência de crime com objetivos eleitorais ou a associação da morte com a suposta fraude, que também envolve recursos federais.
MP pede acesso a inquérito da PF sobre supostas fraudes na Saúde
Promotores buscam relação entre o assassinato de Eliseu Santos e o desvio de recursos da Pasta