O Ministério Público (MP) vai recorrer, no prazo legal de cinco dias, da decisão do Júri que absolveu os três acusados da morte da corretora de seguros Renata Alves Neves, em janeiro de 2008, na Capital. De acordo com a promotora Josiane Menezes, "o julgamento decidiu de maneira contrária ao que estava sendo apresentado".
Ela disse ter convicção de que o auditor do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Jader Branco Cavalheiro, então companheiro da vítima, planejou o assassinato executado por José Luis Feijó Martins, o Urso. O MP entendeu que o filho de Urso, Rafael Luis de Brito Martins, não participou do homicídio, embora tenha auxiliado na limpeza do carro em que ocorreu a morte. O julgamento terminou na madrugada desta terça-feira, após de quase 18 horas.
De acordo com a denúncia, Cavalheiro, companheiro da vítima, teria planejado o crime e contratou “Urso” e Rafael para executá-la. Conforme o depoimento dos envolvidos, o marido teria solicitado à Renata que fosse a uma farmácia comprar medicação, que supostamente necessitava, e que entregasse a quantia de R$ 50 em dinheiro a “Urso”.
No local combinado para a entrega do dinheiro, o bandido e seu filho Rafael teriam rendido a vítima e determinado que passasse ao banco do caroneiro de seu veículo, amordaçando-a e amarrando suas mãos. Em seguida, a vítima foi executada com tiros. Renata foi encontrada morta no dia seguinte, no interior de seu veículo, um Meriva. Jader Cavalheiro, José Luis Martins e Rafael tiveram prisão preventiva decretada em 29 de fevereiro de 2008 e estavam no Presídio Central.
MP vai recorrer da decisão que absolveu acusados de matar corretora
Julgamento terminou na madrugada desta terça-feira, em Porto Alegre