O Presídio Central é maior do que muitos municípios gaúchos. Para se ter uma ideia, nas festas de Natal e de Ano-Novo são esperadas 4 mil visitas, contando os três dias (sábado, domingo e terça-feira), em que são permitidas visitação, o que exige mobilização para que não ocorram incidentes. Esse trabalho de logística está sob responsabilidade do capitão Miguel Godoy.
De acordo com o novo diretor, duas galerias do estabelecimento penal já foram esvaziadas para reformas, que devem começar neste mês. Com autorização da Justiça, os trabalhos serão executados pelos detentos. Com isso, eles terão direito à remissão da pena. 'Eles têm de ter alguma atividade', salientou o tenente-coronel. 'É um dos serviços que os presos podem fazer, mas ainda temos a oficina mecânica, onde são feitos reparos nos carros do Estado', completou.
Atualmente, a cada dia, entram na casa prisional entre 100 a 120 presos em flagrante. Há oito anos, por exemplo, chegavam 200 detidos. Hoje, o ingresso é menor, pois foram abertas duas frentes para recebê-los - uma continua sendo o Presídio Central; e a outra passou a ser a Penitenciária Estadual de Jacuí (PEJ), para onde são enviados os detentos da região Metropolitana e do Vale do Sinos. 'A meta é fazer com que, até o final do ano que vem, o número de presos no Central seja de 2 mil', disse Maciel. 'Foi esse número para o qual o presídio havia sido construído.'